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Mensagem por Σ em Seg Dez 08, 2014 4:20 pm

Nome: Casa de doce
Descrição: Uma confeitaria está tendo um grande problema com ladrões de doces que esperam seus entregadores sempre que eles saem para entregar os pedidos dos clientes, sendo sempre roubados à vários quarteirões antes de chegarem em seus objetivos, então tem mais ou menos uma semana que eles não recebem nada e estão tendo prejuízo. Nos contrataram para não apenas vigiar as entregas como também fazer alguns doces quando possível. Não se sabe nada sobre quem são os ladrões, mas além da boa recompensa, a confeitaria garantiu que irá dar um banquete de doces para aquele que lhe ajudar com essa dificuldade.
Recompensa: 8.000,00 Jewels

Me lembro como se fosse ontem quando minha tia apresentou a carta Sweet para mim, eu deveria ter 10 ou 11 anos na época, e como qualquer criança eu adorava doces. Era posta de castigo diversas vezes por transformar os vasos e quadros da casa em sorvetes e brigadeiros, então ela teve que esconder a carta e esperar eu ficar mais velha para me entregá-la novamente.

Olhei o endereço no panfleto para me certificar de que estava no local correto. Certamente era ali.
Por fora a loja parecia um enorme brigadeiro, onde o chocolate granulado era o telhado, haviam enormes janelas transparentes de ambos os lados onde dava para ver algumas pessoas sentadas conversando ou comendo.

Ao empurrar a porta, o sino na extremidade da mesma informou que eu havia chegado. Por dentro as paredes antes do balcão eram pintadas de rosa, as que estavam por trás eram revestidas de azulejos vermelhos. Haviam letreiros neon azul e rosa e o lugar tinha todo tipo de cobertura, granulado e chantilly para decorar doces e bolos que pudesse imaginar.

Me sentei no banco mais próximo e pus as mãos em cima do balcão e esperei algum funcionário aparecer. Não demorou muito e uma garota de vestido rosa e cabelo vermelho preso para trás aparecer.
- O que deseja? - Perguntou a garota.
- Ah, eu soube que vocês estão com problemas para entregar os doces. - Respondi retirando o panfleto da bolsa. - Eu fui enviada para ajudar vocês.
A garota abriu um sorriso de orelha a orelha, como se tivesse aguardado aquele momento durante toda a sua vida.
- Ah sim. Estávamos esperando por sua chegada, venha. - Respondeu a garota, me chamando para que eu a seguisse. Desci do banco, indo até o outro lado da loja onde já me esperava.
A garota levantou uma parte do balcão para que eu pudesse entrar e acompanhá-la até os fundos da loja.

Aquela seria provavelmente a parte mais feia e deliciosa da loja, havia o cheiro de muita coisa no ar ao mesmo tempo, havia também o barulho das batedeiras e o calor dos fornos e fogões.
- Espere aqui ok? - Pediu, me deixando na porta enquanto ia para os fundos. Minutos depois ela voltou com um senhor baixinho e de barba, que parecia ser o dono do lugar.
- Esta é a menina. - Disse a garota ruiva me apresentando ao homem.
- Seja bem vinda. - Respondeu o homem estendendo a mão pra mim.
- Obrigado. - Agradeço apertando sua mão.
- Me acompanhe por favor. - Pediu, virando de cosas e voltando pelo mesmo caminho por onde veio.


- Os assaltos não são recentes. - Disse o senhor. - Só se tornaram frequentes essa semana. Estamos perdendo muito dinheiro e clientes com isso. Além de estarmos trabalhando em excesso para suprir a demanda. Não estou nem podendo contratar mais funcionários. - Explicava o senhor, do lado de fora da loja, mais especificamente nos fundos onde ficavam as motos para a entrega.
- Hm, eu posso resolver isso. - Respondi, puxando a carta Sweet da minha bolsa. Caminhei até o lugar onde colocavam o lixo e peguei uma caixa pequena, levando-a de volta para onde o senhor estava.
- Pode segurar isto por favor? - Peço lhe entregando a caixa.
- C-claro. - Gaguejou segurando-a. irei a carta de frente para a caixa segurando-a com o dedo indicador e o do meio.
- Sweet! - Profiro tocando a caixa com a ponta da carta, transformando-a num brownie.
- Incrível. - Disse o senhor, boquiaberto.
- Podem provar se quiser. - Respondo confiante. O senhor e a garota ruiva dividiram o brownie e comeram um pedaço.
- Delicioso. - Elogiou.
- Posso ficar fazendo isso até aparecer uma encomenda para vigiar se quiserem.
- Mas é claro! Perfeito! - Exclamou o senhor. - Iremos transformar lixo em doces!


Fiquei sentada do lado de fora transformando caixas e latas em brigadeiros e bolos durante um tempo até aparecer uma encomenda. Subi no compartimento onde o bolo de cereja havia sido posto e seguimos pelas ruas de moto até avistarmos alguém acenando.
Assim que a moto parou, pulei de onde estava sentada, indo na frente ver o que estava acontecendo.
- O que houve aqui? - Pergunto enquanto o funcionário da loja se aproxima cauteloso.
- É ele! Ele é um dos ladrões! - Gritou o funcionário. O ladrão me segurou, pondo a faca em meu pescoço.
- Passa o bolo ou ela morre.
O segundo ladrão apareceu de trás de uma das casas, igualmente armado, já indo na direção da moto.
- Sweet. - Proferi, retirando a carta e tocando a faca com ela, transformando o bjeto num picolé de limão.
- O quê?! - Exclamou o ladrão.
- Through - Disse, segurando a carta, atravessando de costas o ladrão.
Caminhei até a frente do segundo ladrão enquanto o funcionário distraía o primeiro.
- Mãos para cima se não quiser que seus olhos virem duas cerejas. - Ordenei apontando as cartas para ele. O ladrão me olhou com um sorriso maldoso.
- E o que uma garotinha como você pode fazer para me impedir?
- Muita coisa. - Respondi. Avancei em sua direção correndo, enquanto ele apontava a faca para mim.
- Throught... - Disse, atravessando a faca e o ladrão. - e Sweet. - Finalizo, com o braço para trás tocando a faca com a ponta da carta antes de atravessar totalmente, transformando-a num rocambole.
Atrás dele, dou um chute em suas costas, que o faz cair no chão. Sento em cima da mesma, segurando seu braço esquerdo para trás, deslocando-o.
O grito que o ladrão deu fez o funcionário e o primeiro ladrão pararem de brigar para ver o que estava havendo.
- É melhor você e seu amiguinho saírem daqui se não quiserem ter os dois braços quebrados. - Ordeno apontando para o primeiro e o segundo ladrão, saindo de cima dele.
O primeiro ladrão veio e ajudou o segundo a se levantar, enquanto saíam correndo e cambaleando.
- Você está bem? - Pergunto ao funcionário. Ele assente e subimos na moto, indo fazer a entrega.
Ao voltarmos para a loja, o funcionário contou tudo o que ocorreu e o senhor veio me agradecer.
- Muito obrigado por salvar nossa loja. Aqui está a recompensa. - Agradeceu me entregando um saquinho. - Gostaríamos de oferecer também um banquete como agradecimento.
- Não foi nada. - Respondo pegando o saquinho. - Não precisa senhor.
- Tem certeza?
- Sim. - Assinto com um sorriso. Me despeço dele e da garota ruiva, retornando meu caminho para a guilda.



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